Esperança para o Alzheimer

CEDUF | Centro de Educação Profissional

Esperança para o Alzheimer

Neurocientistas desenvolvem novo método para diagnosticar a doença muito antes de os primeiros sintomas aparecerem

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Um grupo de médicos acaba de divulgar um trabalho que pode revolucionar o diagnóstico do Alzheimer e é capaz de identificar se alguém pode desenvolver a doença muito antes de os sintomas aparecerem. Neurocientistas do Centro Alemão de Doenças Degenerativas, em Colônia, na Alemanha, desenvolveram uma nova metodologia de investigação e análise. A novidade se concentra na área de imagem cerebral, e gera uma espécie de mapa do cérebro (figuras coloridas ao lado) que é capaz de mostrar onde a doença está instalada ou ou se está em processo de instalação. Isso é possível quando os espaços claros de duas das três imagens coincidem, como no caso exposto na ilustração. Apesar de ainda não ter sido concluído, o trabalho já ganhou seu primeiro prêmio internacional, na segunda-feira 13, ao ser eleito a “imagem do ano” pela Sociedade de Medicina Nuclear e Imagem Molecular, na Califórnia, nos Estados Unidos.

“A grande descoberta são os marcadores que mapeiam especificamente os lugares onde as proteínas tau e beta-amilóide (leia quadro) estão se acumulando”, afirma Mario Louzã, do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP), que analisou a prévia de resultados a pedido de ISTOÉ. Para produzir esse tipo de mapeamento, foram usados três tipos de contraste, substâncias líquidas injetadas no sangue do paciente que reagem com partículas específicas – no caso, as duas proteínas associadas ao Alzheimer, a tau e a beta-amilóide, e os neurônios ativos – permitindo que sua localização fique visível nas imagens geradas em tomografia.

“Analisando os pontos de concentração de proteína tau, pode-se perceber que ela é mais ligada ao início real do dano neural, enquanto a concentração de beta-amilóide nos permite detectar uma predisposição para a doença muitos anos antes do desenvolvimento de sintomas”, diz Alexander Drzezga, coordenador do estudo. Segundo o pesquisador, o próximo passo do trabalho da equipe de Colônia será investigar a possibilidade de ação integrada dessas proteínas, já que, nos resultados encontrados, há indícios de que, quando as duas substâncias se concentram em uma mesma área, o efeito destrutivo é acima do esperado.

Fonte: istoe.com.br

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