Piauí em alerta - Alto número de casos de microcefalia

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Piauí em alerta - Alto número de casos de microcefalia

A Secretaria Estadual de Saúde confirmou nesta sexta-feira (13) o registro de 10 casos de microcefalia em recém-nascidos no Piauí

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apenas nas últimas três semanas. Além desses, outros seis casos estão sob investigação, sendo dois intrauterinos. A microcefalia trata-se de uma anomalia caracterizada por um crânio de tamanho menor que a média.

Os registros foram feitos na Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina. No entanto, após reunião com técnicos da Sesapi, o governo fará um plano estratégico para deixar todas as unidades de saúde do estado em alerta e ainda um levantamento em todos os prontuários de mulheres gestantes que fizeram pré-natal nos hospitais públicos.

O número registrado nessas três semanas é equivalente aos registros feitos em 2013 e 2014, quando foram confirmados quatro e seis casos, respectivamente.

Além do Piauí, outros estados do Nordeste têm registrado um aumento nos casos de microcefalia. Pernambuco, Rio Grande do Norte e Paraíba também relataram preocupação com os últimos dados.

As autoridades investigam ainda a possível relação da anomalia com o as infecções por zika vírus - vírus que foi identificado pela primeira vez no país em abril deste ano. No Piauí, dos 10 casos confirmados, oito mães apresentaram sintomas característicos dessa virose, mas ainda não há nada que comprove o evento a essa causa.

“Não vamos descartar nenhuma possibilidade. No entanto, os bebês dos casos já confirmados foram concebidos por volta de fevereiro e após três meses, período da gestação em que acontece o crescimento do tubo neural, tivemos aqui em maio um alto número dos casos de virose, inclusive com suspeitas por zica vírus”, explicou Hérlon Guimarães, diretor da Unidade de Vigilância de Atenção à Saúde.

O boletim epidemiológico sobre os casos de microcefalia no país será divulgado na próxima terça-feira (17).

Entenda o que é a microcefalia

Microcefalia é uma condição médica que se caracteriza por um crânio menor do que o tamanho médio, geralmente por causa de uma falha no desenvolvimento do cérebro. O problema pode estar associado a síndromes genéticas ou a outros fatores como abuso de álcool e drogas durante a gravidez ou a infecção da gestante por rubéola, catapora ou citomegalovirus.

Crianças que nascem com microcefalia podem ter o desenvolvimento cognitivo debilitado. Não há um tratamento definitivo capaz de fazer com que a cabeça cresça a um tamanho normal, mas há opções de tratamento capazes de diminuir o impacto associado com as deformidades.

Segundo o Instituto Nacional de Distúrbios Neurológicos e AVC dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (Ninds-NIH), algumas crianças acometidas pela anomalia podem ter algum nível de incapacitação. Outras podem se desenvolver de forma similar a outras crianças e ter inteligência normal.

Orientações do Ministério da Saúde

-Devem ter a sua gestação acompanhada em consultas pré-natal, realizando todos os exames recomendados pelo seu médico;

- Não devem consumir bebidas alcoólicas ou qualquer tipo de drogas;

- Não utilizar medicamentos sem a orientação médica;

- Evitar contato com pessoas com febre, exantemas ou infecções;

- Adoção de medidas que possam reduzir a presença de mosquitos transmissores de doenças, com a eliminação de criadouros (retirar recipentes que tenham água parada e cobrir adequadamente locais de armazenamento de água);

- Proteger-se de mosquitos, como manter portas e janelas fechadas ou teladas, usar calça e camisa de manga comprida e utilizar repelentes indicados para gestantes;

Fonte: g1.globo.com

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