Brasil conta com o maior sistema público de transplantes do mundo

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Brasil conta com o maior sistema público de transplantes do mundo

O Brasil conta com o maior sistema público de transplantes do mundo: 95% das cirurgias do país são realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS),

cirurgia

que oferece assistência integral ao paciente transplantado. Só em 2014 foram realizados 23.226 transplantes no Brasil, por meio do Sistema Nacional de Transplantes.

O aumento de doadores de órgãos efetivos no país aumentou 90% em 5 anos. O número de transplantes de órgãos sólidos cresceu 81% nos últimos 10 anos. Segundo o coordenador do Sistema Nacional de Transplantes, Dr. Heder Murari, além dos números significativos, o sistema brasileiro se diferencia pela integralidade do atendimento.

“Diferente de outros países, o fornecimento dos medicamentos imunossupressores acontece até o final da vida. A medicação evita que o organismo rejeite o órgão. Isso muda qualitativamente a curva de sobrevida dos transplantados. A falta do medicamento prejudica o esforço da sociedade de doação destes órgãos que depois o organismo rejeita. Este é um dos pilares do programa, que garante o acesso igualitário”, disse.

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece assistência integral ao paciente transplantado, que inclui:

- exames preparatórios para a cirurgia;

- o procedimento cirúrgico;

- acompanhamento do paciente e

- medicamentos pós-transplantes

Mas, para chegar neste estágio, houve uma longa caminhada. A atividade de transplante de órgãos e de tecidos no Brasil teve início nos anos 1960, nas cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo, com a realização dos dois primeiros transplantes renais do país. O primeiro transplante de coração foi realizado em 1968, em São Paulo, pela equipe do Dr. Euriclides de Jesus Zerbini.

Desde então, os transplantes no país evoluíram consideravelmente no que se refere às técnicas, aos resultados, à variedade de órgãos transplantados e ao número de procedimentos realizados. Em 1997, dois grandes marcos ajudaram a consolidar os transplantes no Brasil: a publicação da Lei nº 9.434/97, conhecida como Lei dos Transplantes, e do Decreto nº 2.268/97, que a regulamentou e instituiu, no âmbito do Ministério da Saúde, o Sistema Nacional de Transplantes. “A partir dessa data, o Brasil deu um salto gigantesco e começou a fazer um número maior de transplantes com órgãos de doadores falecidos, principalmente nos transplantes de córnea e de rim. Antes de 1997, a sociedade estava habituada aos transplantes entre pessoas vivas”, disse Murari.

DOADOR – Qualquer pessoa pode doar órgãos, desde que concorde com a doação e que não prejudique a sua saúde. O doador vivo pode doar um dos rins, parte do fígado, e da medula óssea ou parte do pulmão. De acordo com a legislação, parentes até o quarto grau podem ser doadores. Não parentes, somente com autorização judicial. Nos casos dos doadores falecidos, é preciso a constatação de morte encefálica, geralmente vítimas de dano cerebral irreversível, como traumatismo craniano ou acidente vascular cerebral (AVC), e é necessário o consentimento da família.

Fonte: CONTER

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