ANVISA aprova novo tratamento para câncer de tireoide metastático

CEDUF | Centro de Educação Profissional

ANVISA aprova novo tratamento para câncer de tireoide metastático

Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA),

tireoide 

em 2014, foram contabilizados mais de mil novos casos de câncer de tireoide em homens e cerca de oito mil para o sexo feminino. De acordo com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) as mulheres de 30 a 50 anos estão mais suscetíveis a desenvolver a doença, o que corresponde a 28 milhões de mulheres, segundo com o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).

Apesar do cenário preocupante, os portadores da doença tem uma boa notícia sobre o tratamento no Brasil. A ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou recentemente o uso do sorafenibe (Nexavar®, da Bayer) para pacientes que não respondem a iodoterapia. "A notícia é muito positiva. Os pacientes com doença metastática que falharam à iodoterapia agora tem uma opção de tratamento que retarda a progressão e controla a doença", afirma Dra. Ana Hoff, Chefe da unidade de endocrinologia do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP) e endocrinologista do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês.

O câncer se caracteriza pelas células de um órgão específico do corpo que se modificam e se reproduzem incontrolavelmente. Essas células cancerígenas podem ser agressivas e invadir e destruir tecidos. As taxas de incidência são de duas a três vezes maiores em mulheres do que em homens e estudos indicam que fatores hormonais podem ser responsáveis por essa diferença.

Segundo a especialista, a síntese de hormônios tireoidianos necessita da presença de iodo. A deficiência crônica e o excesso nutricional de iodo no organismo levam à hiperplasia e à hipertrofia dos elementos foliculares - a demasia e a falta, respectivamente, de hormônio de estimulação da tireoide - TSH, do inglês thyroid-stimulating hormone - e, esse fenômeno, pode estar associado a um maior risco no desenvolvimento do câncer de tireoide, em especial nas mulheres.

Outros fatores considerados de risco são o componente genético e a dieta - alguns estudos apontam correlação entre o aumento de consumo de iodo na dieta e o crescimento de incidência de câncer na região. "Mesmo assim, não existem comprovações de que essas hipóteses estejam certas", completa a endocrinologista.

Cerca de 300 milhões de pessoas no mundo apresentam doenças relacionadas à glândula da tireoide e mais da metade dos casos não são diagnosticados, segundo a SBEM. No caso cânceres de tireoide, quando em estágios iniciais, as chances de cura são maiores que 90%.

Tratamento disponível no Brasil

Para a cura desse tipo de câncer, a cirurgia é sempre necessária. Nela, a glândula e nódulos linfáticos anormais são removidos. Após a cirurgia, o paciente precisa tomar hormônios para substituir os que não podem mais ser produzidos pela tireoide. Dependendo da avaliação médica, o tratamento é estendido com terapias contendo iodo radioativo.

Nos tipos mais agressivos e estágios mais avançados da doença, com metástase, as lesões podem ser resistentes a esses tratamentos e quimioterapia. O paciente tem como opções ainda, o tratamento com sorafenibe (Nexavar®, da Bayer), produto inovador aprovado recentemente pela ANVISA, que inibe o crescimento do câncer e reduz a formação dos vasos sanguíneos que o nutrem, ou a participação em estudos clínicos que investigam novos agentes terapêuticos.

Nos tipos mais agressivos e estágios mais avançados da doença, com metástases, as lesões podem ser resistentes a esses tratamentos e quimioterapia. Até o final de 2014, os pacientes nessa fase doença não tinham mais nenhuma opção terapêutica. Recentemente aprovado pela ANVISA, o paciente agora conta como opção o tratamento com sorafenibe (Nexavar®, da Bayer), produto inovador que inibe o crescimento do câncer e reduz a formação de novos vasos sanguíneos que o nutrem. A participação em estudos clínicos que investigam novos agentes terapêuticos também é encorajada pela comunidade médica. 

Fonte: Portal da Enfermagem

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