App explica uso e efeito de drogas para promover redução de danos

CEDUF | Centro de Educação Profissional

App explica uso e efeito de drogas para promover redução de danos

Um novo aplicativo nacional disponível para celulares com iOS e Android explica como várias drogas são usadas e seus efeitos

celular

com a proposta de promover redução de danos entre os usuários.

Redução de danos (RD) é uma abordagem que visa minimizar os malefícios trazidos pelo uso de drogas. Um exemplo é a distribuição de seringas e agulhas descartáveis para evitar a infecção por hepatite C ou Aids por causa do compartilhamento.

"Quando houve no início da década de 90 uma preocupação com o HIV, pessoas foram contra o governo distribuir seringas por achar que isso incentivaria o uso de drogas. Uma década depois, vimos que as infecções diminuíram", explica o psicólogo Bruno Logan, idealizador do projeto e que já trabalhou com usuários de drogas como crack, cocaína, ecstasy e LSD. Veja abaixo vídeo de divulgação do aplicativo:

Segundo ele, a redução de danos "é uma visão filosófica realista sobre a questão das drogas" e "uma abordagem pragmática que visa a melhoria da qualidade de vida e a diminuição dos riscos e dos danos associados". "Usar cinto de segurança ou camisinha também é redução de danos", diz. O aplicativo, batizado de "Redução de Danos", também mostra a origem e história das drogas e os efeitos que elas provocam no organismo.

"Redução de danos tem que ser meio e não fim", diz Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria. "Veja por exemplo, a cracolândia: o lugar tem até nome. Parece que lá o crack é permitido. A droga pode causar dependência na primeira pedra. Redução de danos nesse caso, só se for para sair para sempre do vício."

Para ele "o governo é o maior beneficiado com esse tipo de medida, já que gasta menos com a recuperação dos usuários, que acabam migrando para outras drogas, como o álcool e tabaco". A abordagem realizada pelo aplicativo "é enganação", afirma.

SEM APOIO - A iniciativa de fazer o aplicativo foi "militância pura" de um grupo de cinco pessoas e não contou com nenhum apoio institucional, afirma Logan. Segundo ele, o grupo busca apoio financeiro para implementar melhorias no aplicativo. Até agora R$ 2 mil foram gastos com o projeto, que exigiu 7 meses de trabalho da ideia ao lançamento. A iniciativa é pioneira no Brasil e, até a conclusão desta reportagem cerca de 5 mil downloads haviam sido realizados, contados desde seu lançamento, no último mês.

"As drogas legais ou ilegais estão em todas as camadas da sociedade e algumas pessoas não querem ou não conseguem parar de usar. E para elas podemos pensar em algum tipo de cuidado, como o aplicativo", diz Logan.

Fonte: Portal da Enfermagem

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