Cirurgia Metabólica traz ganhos para pacientes com problemas renais

CEDUF | Centro de Educação Profissional

Cirurgia Metabólica traz ganhos para pacientes com problemas renais

Diversas são as doenças que desencadeiam a insuficiência renal.

rins 

O diabetes Mellitus e a hipertensão arterial são as principais causas que levam à doença renal crônica. Segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), um em cada dez brasileiros tem problemas nos rins e 70% dos pacientes em diálise descobriram a doença tardiamente, uma vez que o problema evolui silenciosamente, mesmo que o paciente trate de outras doenças relacionadas.

Após cerca de 10 a 15 anos do diabetes diagnosticado e, principalmente, mal tratado, alguns pacientes começam a ter problemas renais. As primeiras manifestações são a perda de proteínas na urina (proteinúria), o aparecimento de pressão arterial alta e, mais tarde, o aumento da ureia e da creatinina do sangue.

Segundo a Dra. Carmen Tzanno, médica nefrologista do Centro de Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz e presidente da Sociedade Brasileira de Nefrologia, a Doença Renal Crônica associada ao diabetes se instala de maneira gradativa, evoluindo com a perda de função renal e a necessidade de tratamento com diálise ou transplante, limitando a qualidade de vida e aumentando o risco de morte prematura. “A chance de um portador de diabetes ter algum grau de nefropatia diabética é ao redor de 30%.” Afirma Dra. Tzanno.

Todo paciente diabético deve realizar um teste, ao menos uma vez ao ano, para checar a ocorrência de perda de albumina na urina. Esta anormalidade é conhecida como microalbuminúria e ocorre em geral anos antes do aumento da pressão arterial ou da perda da função renal, que é estimada pelo ritmo de filtração glomerular, que utiliza a dosagem de creatinina no plasma como um dos parâmetros.

Esse acompanhamento do paciente diabético é fundamental para que a doença não evolua para a insuficiência renal. Diante desse cenário, o Hospital Alemão Oswaldo Cruz possui um Centro de Obesidade e Diabetes para diagnosticar e tratar os pacientes de forma integral, individualizada e humanizada, acompanhando todas as etapas clínicas do paciente.

Como um dos principais tratamentos para o Diabetes, a cirurgia metabólica tem trazido esperança, não só para o paciente diabético, que consegue controlar a doença por meio desse procedimento, como também para o paciente renal. Segundo a especialista, após a cirurgia metabólica, é necessário o acompanhamento nutricional e nefrológico em virtude da possibilidade de litíase urinária.

Atualmente, a indicação da cirurgia metabólica em pacientes não obesos mórbidos, isto é com IMC menor que 35 kg/m² como opção terapêutica para controlar o Diabetes tipo 2 foi comprovada com uma pesquisa realizada em 2012, pelo IECS – Instituto de Educação e Ciências em Saúde do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, que demonstrou o controle da doença em 88% dos pacientes e com expressiva melhora em 11% com seguimento a longo prazo.

Outra pesquisa inédita, em fase de recrutamento, está sendo coordenada pelo especialista e também realizada no IECS, com o objetivo de comprovar os benefícios do tratamento cirúrgico em comparação ao melhor tratamento clínico para doenças microvasculares decorrentes do Diabetes tipo 2, como as retinianas, renais e neuropatias. Com previsão de conclusão para 2015, a investigação inclui pacientes com história de Diabetes há 15 anos ou menos e com Índice de Massa Corpórea (IMC) entre 30 e 35 kg/m

Os pacientes que atenderem aos critérios e tiverem interesse em participar devem entrar em contato pelo e-mail

obesidade@haoc.com.br

Sobre a Cirurgia Metabólica - As cirurgias para o controle do diabetes tipo 2, chamadas de metabólicas, envolvem principalmente a modificação do caminho dos alimentos pelo tubo digestivo. Evitando-se a passagem da comida pela porção inicial do intestino, existe imediata diminuição da resistência dos tecidos à ação da insulina, independente da perda de peso, configurando o que chamamos ação antidiabética direta dos procedimentos.

Além disso, existe aumento de secreção de hormônios intestinais que regulam a fome, a saciedade e também melhora a secreção de insulina pelo pâncreas. Essa somatória entre menor ingestão de alimentos e aumento da saciedade leva ao emagrecimento, que é importante a longo prazo também para o controle do diabetes e de eventuais outras doenças associadas, como a hipertensão, apneia do sono, entre outras.

Fonte: Portal da Enfermagem

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