Cirurgia Robótica divide opiniões para tratar o câncer de próstata

CEDUF | Centro de Educação Profissional

Cirurgia Robótica divide opiniões para tratar o câncer de próstata

Especialistas falam sobre eficácia da tecnologia em relação ao tradicional.

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A cirurgia robótica é um processo minimamente invasivo realizado há cerca de 14 anos em todo o mundo.

Especialistas divergem opiniões sobre a eficácia da cirurgia robótica em relação às técnicas tradicionais (cirurgia aberta), no tratamento do câncer de próstata durante Congresso Internacional de Uro-Oncologia, que aconteceu entre os dias 27 e 29 de março. Há pouco tempo, um robô foi incorporado à equipe de cirurgiões do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) e já realizou algumas cirurgias para a retirada de próstata (prostatectomia radical). A opção de cirurgia robótica fará parte de uma pesquisa do Icesp que pretende avaliar o método no período de três anos, onde 500 pacientes serão operados.

A cirurgia robótica é um processo minimamente invasivo realizado há cerca de 14 anos em todo o mundo e vem ganhando cada vez mais a simpatia dos médicos. Entre as vantagens, segundo especialistas, está a diminuição da dor e do desconforto pós-operatório, diminuição de perdas sanguíneas, menor tempo de permanência no hospital e precisão nos movimentos do cirurgião, além do retorno breve do paciente às atividades normais.

A prática tem agradado jovens profissionais e feito médicos experientes aderirem a tecnologia. Contudo, durante o Congresso, o canadense Laurence Klotz, uma das maiores autoridades em câncer de próstata, mostrou nadar contra a maré. “Não há estudos e dados a favor da robótica que cheguem a uma conclusão”, disse em sua palestra. Para Klotz, embora a tecnologia seja atraente, o que deve ser levado em consideração não são os argumentos em relação ao período de internação, pós-operatório, menos dor e perda sanguínea e sim o controle urinário, a função erétil e a recidiva da doença. “Alguns estudos mostraram que temos um problema 40% maior de incontinência urinária e também um desfecho pior na disfunção erétil na robótica. O arrependimento dos homens também é maior”, relatou Klotz.

O especialista defende que é a experiência e qualidade do cirurgião que realiza a cirurgia que faz a diferença e não a técnica. “A robótica é mais fácil e nos seduz, mas temos que pensar se os resultados são realmente positivos ou não”, finalizou.

Robótica é mais comum no tratamento do câncer nos EUA

O urologista Rafael Coelho discordou de Klotz durante o Congresso. “Não existe nenhum embasamento na literatura disponível que afirme que a cirurgia robótica oferece piores resultados em relação a cirurgia aberta”, afirmou. Segundo Coelho, desde 2008 a cirurgia robótica é a via de acesso mais comum para tratamento de câncer de próstata nos Estados Unidos. E listou alguns estudos. “Existem sete estudos comparativos na literatura, destes, cinco favorecem a cirurgia robótica. A chance de recuperação da potência é 25% maior pela robótica. Estudos italianos mostram que 12 meses após a cirurgia robótica, 80% dos homens recuperaram a potência. Além disso, após a cirurgia, o tempo de retorno da continência na robótica é de 44 dias, enquanto na aberta são 160 dias”. Na opinião do urologista, a abordagem cirúrgica para o tratamento do câncer de próstata mudou. “O novo padrão está se estabelecendo e o urologista que se recusar não conseguirá sobreviver no mercado”, concluiu.

Fonte: novembroazul.com.br

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