O que é o Desafio do Balde de Gelo

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O que é o Desafio do Balde de Gelo

A brincadeira conscientizou sobre a Doença de Lou Gehrig, engajou internautas do mundo todo.

balde de gelo

Quem frequenta as redes sociais encontrou nos últimos dias sua conta tomada por publicações com um tema em comum: Ice Bucket Challenge, ou Desafio do Balde de Gelo, como foi apelidado no Brasil. A campanha, lançada no começo do mês, viralizou na internet após receber apoio de celebridades como Bill Gates, Mark Zuckerberg, Stephen King, Gisele Bündchen e Steven Spielberg.

Ela é promovida pela ALS Association, organização americana dedicada à pesquisa, conscientização e assistência a vítimas de esclerose lateral amiotrófica (ELA), popularmente conhecida como Doença de Lou Gehrig. A enfermidade degenerativa danifica as células nervosas do cérebro, a medula espinhal e os neurônios motores. A pessoa perde gradualmente o movimento voluntário dos músculos até seu corpo ser paralisado por completo e depender de máquinas para respirar, falar e sobreviver. A doença atinge cerca de seis mil pessoas no Brasil e o prognóstico padrão é de três a cinco anos de vida.

Com o objetivo de arrecadar doações, a associação criou um desafio virtual simples e divertido de testemunhar: a pessoa nomeada para participar deve filmar-se derramando um balde com gelo sobre a cabeça, indicar outros três conhecidos para continuar a corrente e postar o vídeo com o dizer #ALSIceBucketChallenge. Quem for convocado e, dentro de vinte e quatro horas, não estiver molhado, tem de doar no mínimo cem dólares à ALS Association.

A iniciativa fez sucesso rápido e alcançou repercussão internacional. Entre os dias 1 e 13 de agosto, 1,2 milhão de vídeos foram postados no Facebook e o fenômeno foi mencionado 2,2 milhões de vezes no Twitter nesse período. O Brasil ficou em sexto lugar entre os países mais envolvidos com a ação. E o desafio não para de crescer.

Enquanto há quem aplauda a forma como o Ice Bucket Challenge está levantando o debate e investimento para o ELA, alguns especialistas da doença e de marketing chamam o desafio de uma atividade egocêntrica mascarada como altruísta. Realmente, ao assistir aos vídeos engraçados das celebridades, fica a dúvida se alguma delas de fato fez uma doação ou contentou-se em ganhar curtidas pela generosidade. Outro argumento a favor dessa reclamação são os gráficos com dados sobre a doença, disponibilizados pela ALS Association em seu site oficial para serem compartilhados junto aos vídeos – e que poucos participantes da campanha chegaram a ler.

As cifras contradizem as críticas. Segundo a contagem feita pela instituição, foram doados, desde o dia 29 de julho, cerca de 53 milhões de dólares – um salto comparado ao 1,7 milhão angariado no mesmo período do ano passado. No Brasil, as doações são encaminhadas para a Associação Pró-Cura da ELA, a Associação Brasileira de Esclerosa Lateral Amiotrófica (Abrela) e o Instituto Paulo Gontijo (IPG). Até a quarta-feira (20), as duas primeiras arrecadaram um total de R$ 75 mil: 63 mil para Pró-Cura e 12 mil para Abrela, ultrapassando a média do que costumam receber em intervalo tão curto de tempo.

Fonte:época

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